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A CIA utilizou uma tecnologia futurista chamada “Ghost Murmur” para localizar e resgatar o segundo militar americano derrubado no sul do Irã, revelou o The Washington Post.
O equipamento secreto combina magnetometria quântica de longo alcance para detectar a assinatura eletromagnética do batimento cardíaco humano com inteligência artificial, permitindo identificar a pessoa mesmo em meio a ruídos de fundo, segundo duas fontes próximas ao desenvolvimento da tecnologia.
Foi a primeira utilização do “Ghost Murmur” em operação de campo, mencionada pelo presidente Donald Trump e pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, em coletiva na Casa Branca.
“É como ouvir uma voz em um estádio, exceto que o estádio tem mil milhas quadradas de deserto”, disse uma fonte. “Nas condições certas, se seu coração está batendo, nós vamos encontrá-lo.”
Desenvolvimento e funcionamento da tecnologia
A ferramenta foi desenvolvida pela Skunk Works, divisão secreta de desenvolvimento avançado da Lockheed Martin, que não comentou o caso. O sistema já foi testado com sucesso em helicópteros Black Hawk e pode ter aplicação futura em caças F-35.
O oficial de sistemas de armas, conhecido apenas como “Dude 44 Bravo”, estava escondido em uma fenda de montanha após seu caça F-15 ser derrubado, sobrevivendo por dois dias em terreno desolado enquanto tropas iranianas buscavam o piloto com recompensa oferecida por sua captura.
O ambiente desértico foi considerado ideal para o primeiro uso operacional do “Ghost Murmur”, devido à baixa interferência eletromagnética, à ausência de sinais humanos próximos e ao contraste térmico à noite entre o corpo vivo e o chão do deserto.
“Normalmente, esse sinal é tão fraco que só pode ser medido em hospital, com sensores pressionados praticamente contra o peito”, disse uma fonte.
“Mas avanços em magnetometria quântica – com sensores baseados em defeitos microscópicos em diamantes sintéticos – permitiram detectar esses sinais a distâncias muito maiores.”
A tecnologia funciona melhor em ambientes remotos e pouco poluídos, exigindo processamento intenso dos dados, embora o tempo exato de processamento nesta missão não tenha sido divulgado. Também não se sabe se o sistema terá usos ofensivos em guerra.
Localização e resgate
Embora o piloto tenha ativado um beacon de localização de sobrevivente fabricado pela Boeing, sua posição exata era incerta para as equipes de resgate. O ponto crucial da missão ocorreu quando o “Ghost Murmur” identificou sua localização, permitindo o planejamento da operação de salvamento.
“Ele teve que sair da fenda para enviar o sinal do beacon. O mais importante não foi o sinal em si, mas que ele precisou se expor para enviá-lo”, explicou uma fonte.
Trump e Ratcliffe destacaram que a operação envolveu centenas de militares americanos e dois aviões de resgate, que chegaram a ficar presos em campo, necessitando do envio de novas aeronaves e da destruição dos jatos encalhados – sem nenhuma baixa americana.
“A CIA alcançou nosso objetivo principal ao localizar e confirmar que um dos melhores e mais corajosos americanos estava vivo e escondido em uma fenda de montanha – ainda invisível ao inimigo, mas não à CIA”, disse Ratcliffe.
Trump afirmou que a CIA localizou o piloto a 64 km de distância.
“É como achar uma agulha em um palheiro. A CIA foi incrível”, disse o presidente.
Tecnologia ultrassecreta
O nome da ferramenta é simbólico: “Murmur” refere-se a um som do coração e “Ghost” à capacidade de localizar alguém que, na prática, desapareceu.
O caráter secreto da operação explica o sigilo em torno da missão.
“Não acredito que as pessoas sequer saibam que essa tecnologia é possível a essa distância”, disse uma fonte.
Essa operação é mais uma demonstração do uso de tecnologias ultrassecretas desenvolvidas recentemente, como armas avançadas mencionadas por Trump em outras ações internacionais.